Fraudes nas empresas: Prevenção e os fatores que motivam

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Medzo Consultoria Financeira Empresarial / 17/09/2014

Desde o Egito antigo já existiam registros de práticas de fraudes por embalsamadores de animais e múmias a nobres da época. Um pouco mais no futuro, acompanhamos diversos casos de fraudes corporativas de proporções catastróficas aos gestores e a própria empresa. A última crise financeira americana de 2008 trouxe os efeitos negativos da venda de informações inverídicas por grandes empresas. O mercado foi “ludibriado” por empresas que apresentaram balanços “inflados” e números fraudulentos com a intenção de aumentar seus ganhos reais e garantir lucro indiscriminado e perene.

No Brasil, um caso conhecido foi do Banco Panamericano que aumentou seu patrimônio por meio do acúmulo de informações contábeis “maquiadas” e fez o mercado acreditar que o investimento seria certeiro, por transmitir através dos números enganosos uma imagem de solidez e confiabilidade. Porém os agentes de regulação monetária e fiscalizadores de transações financeiras brasileiros descobriram as fraudes contábeis praticadas pela diretoria e confirmadas pelos auditores que validaram as informações, desencadeando a venda para outro grupo, tamanho a dívida real. Assim também ocorre com inúmeras empresas nacionais e internacionais que se utilizam de informações falsas para, principalmente alavancar as receitas e aumentar os valores de mercado das companhias e, garantir investimentos sucessivos.

Fraudes Contábeis

A contabilidade tem duas principais vertentes: a Fiscal, que demonstra os ganhos e as perdas da empresa, sua real situação ante aos órgãos fiscalizadores. E a gerencial, tem como base nas informações a tomada de decisões pelos gestores e sócios. A primeira tem importância secular em transmitir informações transparentes e reais. Balanços Patrimoniais, Demonstrativos de Resultados fraudados constituem crime previsto em lei e os envolvidos podem ser presos. Comumente empresas de auditores independentes devem emitir um parecer quanto as informações apresentadas pela empresa. Neste caso, a fraude pode permanecer.

Auditores têm como função detectar as falhas e aponta-las. No caso de muitas empresas, eles são coniventes com as informações fraudulentas e atestam um resultado operacional inverídico. Assim, empresas cometem o que eu chamo de suicídio empresarial involuntário, ou seja, acreditam garantir-se no mercado, quando, estão atestando incompetência de gestão e decretando o fim de seus empreendimentos.

Fatores motivacionais da fraude:

Falta de fiscalização: Falhas nos processos gerenciais são fatores importantes para a ocorrência da fraude. Controles internos obsoletos podem incitar o individuo a cometer a fraude. E a ideia de que não será percebido está fixa na mente de quem comete esse tipo de crime;
Necessidade de recurso imediato: A carência social e financeira ainda são os maiores fatores de influência que levam o individuo a cometer a fraude. A promessa de dinheiro fácil, rápido e substancial exerce forte influência sobre que pensa em cometer a fraude;
Vulnerabilidade de informação e divulgação de ações preventivas: Podemos afirmar que a prática da fraude também é influenciada pela falta de informações e o desconhecimento das vitimas em potencial. Ações preventivas devem ser adotadas com maior frequência e abranger o maior número de pessoas possíveis;
Combate à fraude

O mundo corporativo é formado de pessoas. A prática da fraude está associada à gestão equivocada de pessoas. O maior fator de combate às fraudes é sem dúvida, melhores práticas de gestão de pessoas dentro das companhias. É de máxima importância que os colaboradores compartilhem dos objetivos e valores da empresa. Então, os valores da empresa também precisam ser honestos e coerentes. Porque já ouvi alguém dizendo que semelhante atrai semelhante. Acredito na ideia de que nenhum colaborador faz parte da empresa onde não se identifica com ela.

Post escrito por Juliana Agustineli

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA E OU ELETRÔNICAS
RASMUSSEN, U. W. Desvios, desfalques e fraudes nas transações de compras nas empresas. São Paulo: Aduaneiras, 1998.

SA, Antonio Lopes de. NORMAS INTERNACIONAIS E FRAUDES EM CONTABILIDADE: análise crítica, introdutiva geral e específica. Curitiba: Juruá, 2010.

 

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