Grandes Impostos, pequenas empresas: Vivendo ou Sobrevivendo?

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Medzo Consultoria Financeira Empresarial / 21/05/2015

Quando um empreendimento torna-se real, sai da informalidade, traz consigo grandes desafios. O primeiro – e mais complexo – é o fator tributos. Sabe-se que no Brasil a carga tributária é uma das mais altas do mundo todo, e é claro que o empresário precisa adequar-se à regra, caso contrário, entra no que já falamos aqui sobre sonegação fiscal. Altas alíquotas de impostos na grande maioria dos casos, inviabilizam muitas operações de empresas de pequeno e médio portes. No tocante a questões mais aprofundadas, sabe-se – ou espera-se – que o montante arrecadado é destinado ao desenvolvimento e bem estar social, como saúde, educação e segurança pública.

O consumidor paga a conta

Não obstante observar, a conta no final da cadeia produtiva sai mais cara. Não apenas pelos tributos, mas pela burocracia, pelo risco tributário e trabalhista. Aqui, o valor pago pelo produto ou serviço sempre sai mais bem mais oneroso do que supostamente seria. Menos tributos geram mais receitas e, consequentemente, menores preços. Infelizmente, o empresário precisa agregar ao valor do produto o valor do tributo, e de toda a bagagem que ela – a alta carga tributária – traz consigo. Caso contrário, sua operação fica comprometida, ou não repassa o imposto ao seu consumidor, mas também não repassa o tributo à Receita, o que não deve acontecer.

Reforma tributária: Avanço ou Retrocesso?

Muito se fala sobre reforma tributária no Brasil, a necessidade de reajustar os padrões estabelecidos para a apuração e recolhimento de impostos. O cenário atual é agressivo e assusta o mercado. Sobra tempo com burocracia e falta tempo para focar no negócio. Sistemas complexos, dificuldade de informações, tributos em demasia só favorecem um cenário de sonegação, corrupção, fraudes. Não existem saídas simples para que o empresário e seus gestores administrem a questão fiscal das empresas. Muito se gasta com tempo e dinheiro. O resultado é cada vez mais assustador: Empresas fecham logo no primeiro ano de vida. As que duram até os cinco anos, são exceções. Então, podemos afirmar que o desenvolvimento social e econômico depende quase que exclusivamente de mudanças na questão tributária e fiscal brasileira. Muito mais de redução de alíquotas, existe uma necessidade urgente da simplificação dos processos, redução de riscos e complexidade legal que ora vemos nas empresas. A finalidade de um empreendimento deve ser exclusivamente gerar competitividade, empregos e renda. E lucro ao empreendedor. Simples assim.

 

Post escrito por Juliana Agustineli

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA E OU ELETRÔNICAS

Puty, Cláudio. REFORMA TRIBUTÁRIA: competitividade, equidade e equilíbrio federativo. CENTRO DE DOCUMENTAÇÃO E INFORMAÇÃO – Comissão de Finanças e Tributação. Edições Câmara: Brasília, 2012.

 

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