Os erros comuns da Gestão Financeira Empresarial

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Medzo Consultoria Financeira Empresarial / 26/08/2014

Na teoria da gestão financeira eficiente está a máxima de antever-se ao problema antes que ele aconteça. Os gestores até trabalham com essa variável, contudo na grande maioria dos casos, isto é sem dúvida deixada de lado. As dificuldades em quitar suas obrigações é o primeiro indicio que a gestão do fluxo de caixa não está sendo realizada com competência.

Os primeiros indicativos negativos são a recorrente busca de capital de giro rápido nos bancos, liquidação antecipada de títulos, pagamentos atrasados, caixa operacional negativo. Estas variáveis trazem algumas consequências igualmente negativas, como altos pagamentos com juros à bancos e instituições financeiras de fomento mercantil – as famosas factorings – diminuição de crédito e credibilidade no mercado, principalmente entre os fornecedores.

Identificando os erros

A próxima etapa da gestão financeira equivocada e recorrente poderá culminar na crise da organização. Isso tudo somado a má gestão operacional decorrente de dificuldades no reconhecimento de problemas corriqueiros, ou até mesmo na má administração dos recursos, torna muito mais vulnerável a situação da empresa. Podemos também listar alguns erros comuns na administração empresarial que são danosos para o desenvolvimento satisfatório de qualquer organização:

Demora em reconhecer erros

O gestor não tem planos alternativos quando o projeto ou o percurso não está de acordo com o esperado. A busca pela solução é lenta muitas vezes desinteressante.

Resistência a mudanças

Muitos gestores têm métodos e maneiras pré-estabelecidos e não gostam de mudar o enfoque da gestão. Insistem nos erros por achar que a gestão que sempre fizeram funciona e tem que funcionar. Não estão abertos a variações necessárias ao bom andamento dos negócios e a situação pode gerar. Este tipo de carência gerencial é muito encontrado em empresas de origem familiar, onde o organograma tem sempre o proprietário como principal tomador de decisões.

Aversão à ajuda

Em algumas empresas impera o “absolutismo”, ou seja, os gestores, empresários e empreendedores não admitem que estejam errados e não buscam auxilio nem procuram seguir ordens técnicas baseadas em analises competentes e assertivas de profissionais qualificados. Consultorias financeiras e empresariais podem auxiliar a falta de experiência nas áreas especificas e identificar fatores que passam despercebidos nas empresas, principalmente em pequenos e médios empreendimentos. Em geral, existe muito receio que estas empresas especializadas tomem o lugar do colaborador ou diminua se poder de decisão na empresa. O que acontece é exatamente o contrário: Ajudam a reconhecer o que está errado e transmitem o conhecimento necessário para que este profissional tenha cada vez mais experiência para lidar com os percalços da administração financeira.

Falha no principio da entidade: Dinheiro da empresa é da empresa e dos sócios é dos sócios

Isso não está muito claro na maioria das empresas. Misturar os dois sempre acaba em problema. Sócios e proprietários usam as receitas da empresa para quitar compromissos pessoais. Tiram valores maiores que o pró-labore indicado e acabam comprometendo o andamento das finanças. Nenhum fluxo de caixa, por mais planejado que seja, resiste a retiradas não projetadas em forma de pró-labore. Isso compromete seriamente a ordem do fluxo de caixa.

Falta de conhecimento especifico

Gestores financeiros e administrativos devem ter conhecimento do todo, não apenas de detalhes da operação. A ausência de conhecimento técnico é outro grande fator de desmembramento operacional e financeiro. E vamos além: o conhecimento deve estar aliado a uma percepção afiada com a capacidade de detectar as falhas no tempo certo. Assumir responsabilidade das quais não se conhece o processo é fator de risco.

Má gestão do tempo

A crise está eminente quando assuntos urgentes surgem a todo o momento e atrapalham o andamento da rotina. Quando o tempo é bem administrado e os problemas detectados antes de acontecerem, é sabido que o colaborador ou gestor tem total controle da operação que faz parte. O contrário é forte indício de crises internas.

Vendas estagnadas

Outro fator importante é identificar quando as receitas permanecem estagnadas ou até mesmo diminuem ou a margem de contribuição tem margens negativas. A falta de relatórios contábeis e financeiros gerenciais que apontam estes cenários compromete o fluxo de caixa futuro, bem como o controle e planejamento comercial adequado. Projeções de cenários externos e oportunidades e ameaças devem ser considerados sempre. Porque o mercado está em constante mutação e as mudanças devem também vir de dentro da empresa. Ela precisa adequar-se ao mercado e não o inverso.

Essas são algumas variáveis que merecem analise e projeções constantes, além de planejamento estratégico onde é possível apontar deficiências, corrigir erros e apontar soluções. A correta gestão financeira é encarregada de identificar todas essas variáveis antes de elas tornarem-se ameaça ao bom funcionamento da organização.

 

Post escrito por Juliana Agustineli

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA E OU ELETRÔNICAS

GIMENEZ, Levi. CONTABILIDADE PARA GESTORES: uma abordagem para pequenas e médias empresas. São Paulo: Atlas, 2011.

SANTOS, Edno Oliveira dos. ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA DA PEQUENA E MÉDIA EMPRESA. São Paulo: Atlas, 2001.

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