Conhecimento Medzo Consultoria Financeira

Como formar o preço de venda da sua empresa (não é só olhar o concorrente)

Um dos erros mais frequentes na formação de preços é definir o valor de venda olhando apenas para o que o concorrente cobra. Isso ignora um detalhe decisivo: o concorrente pode ter uma estrutura de custos completamente diferente da sua — e pode até estar com o preço errado também.

O que precisa entrar na formação de preços

  • Custos diretos — matéria-prima, insumos, mão de obra diretamente ligada ao produto/serviço.
  • Custos indiretos e despesas — estrutura administrativa, aluguel, sistemas, rateados de forma coerente.
  • Impostos — incidentes sobre a venda, que variam conforme o regime tributário.
  • Margem de contribuição desejada — o quanto cada venda precisa deixar para cobrir custos fixos e gerar lucro.
  • Mix de produtos/serviços — nem tudo precisa ter a mesma margem; alguns itens podem ser “porta de entrada” enquanto outros sustentam o resultado.
  • Posicionamento comercial — o preço também comunica algo sobre o produto; não é só uma conta matemática.

Preço baixo não é sinônimo de vantagem competitiva

Vender mais barato que o concorrente pode parecer uma estratégia vencedora no curto prazo, mas se o preço não cobre a estrutura de custos da empresa, cada venda “ganha mercado” e “perde dinheiro” ao mesmo tempo. O objetivo da formação de preços não é ser o mais barato — é encontrar um preço comercialmente competitivo e financeiramente sustentável.

Sinais de que seus preços podem estar errados

  • A margem por produto/serviço nunca foi calculada de forma individual — só existe uma visão geral do negócio
  • O preço não muda há muito tempo, mesmo com custos subindo
  • Vender mais não está se traduzindo em mais lucro
  • Descontos são concedidos sem saber até onde a margem aguenta

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Washington Oliveira
Conteúdo revisado por

Washington Oliveira

Fundador e Consultor Financeiro Empresarial da Medzo Consultoria Financeira

Mais de 20 anos de experiência profissional em gestão financeira e empresarial, com passagens por empresas como Indústrias Peixe, Sandoz e Johnson & Johnson. Esteve 12 anos à frente da gestão da HCR Restaurantes, rede com nove unidades. Há 19 anos, aplica essa experiência para ajudar pequenas e médias empresas a transformar números em decisões.

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