A Vila Clementino é um dos maiores polos de saúde da cidade. Em torno do Hospital São Paulo e da Unifesp e nas ruas que levam à Avenida Sena Madureira, concentram-se clínicas de especialidades, consultórios médicos e odontológicos, laboratórios, centros de diagnóstico e empresas que atendem esse ecossistema.
O perfil das empresas na Vila Clementino
Muitas clínicas são fundadas por profissionais de saúde que dominam a técnica, mas aprenderam gestão na prática. A receita vem de particulares e de convênios, cada um com tabela, prazo e regras de glosa próprios. A estrutura é cara — equipamentos, salas, equipe de apoio — e a lucratividade depende de entender quanto cada procedimento e cada convênio realmente deixa.
Onde a margem costuma escapar
- Convênios pagando abaixo do custo: o volume parece bom, mas a margem por atendimento não cobre a estrutura.
- Glosas sem acompanhamento: valores recusados pelas operadoras que ninguém recorre ou mede.
- Prazo de recebimento de 30 a 90 dias: a clínica paga equipe e aluguel antes de receber o que já atendeu.
- Repasse a profissionais sem critério de custo: percentuais definidos por costume de mercado, não pela conta da clínica.
Exemplo ilustrativo
Uma clínica de especialidades realiza 1.900 atendimentos por mês, 70% por convênios. Ao calcular o custo por atendimento (estrutura, apoio, materiais e repasse), em torno de R$ 118, e comparar com o valor líquido recebido de cada operadora, dois convênios pagam menos de R$ 100 — e somam 40% do volume. Além disso, as glosas médias de 4% não estavam sendo recorridas. Renegociar, rever a agenda e criar rotina de recurso de glosas muda o resultado do ano.
Como o trabalho começa na Vila Clementino
O ponto de partida é a rentabilidade por procedimento, por convênio e por profissional, apoiada em uma DRE gerencial que separe as fontes de receita. Em seguida, o fluxo de caixa com os prazos reais de cada operadora. Atendimento presencial na clínica, fora dos horários de maior movimento.
Perguntas de gestores de clínicas da Vila Clementino
Vale a pena sair de um convênio que paga pouco?
Depende da margem de contribuição e da ocupação da agenda. Se o convênio cobre o custo variável e ocupa horários que ficariam vazios, pode valer a pena manter — mas com limite de agenda.
A Medzo cuida do faturamento de convênios?
Não. O faturamento e o envio de guias são rotinas operacionais. A Medzo analisa os números para orientar decisões sobre convênios, preços e estrutura.