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Como calcular a rentabilidade de produtos, clientes e contratos

É comum um empresário saber, no consolidado, se a empresa está indo bem ou mal — mas não saber, dentro desse resultado, quais produtos, clientes ou contratos realmente sustentam o negócio, e quais estão, na prática, dando prejuízo disfarçado de faturamento.

O que pode (e deve) ser analisado por rentabilidade

  • Produtos e serviços — nem todo item do catálogo tem a mesma margem; alguns vendem bem e deixam pouco.
  • Clientes — clientes que exigem muito desconto, suporte ou customização podem consumir mais recurso do que geram de resultado.
  • Contratos — especialmente em empresas de serviços, alguns contratos “grandes” podem ter margem menor do que contratos menores e mais simples de operar.
  • Unidades/lojas — em operações com mais de um ponto, é comum que uma unidade sustente o resultado de outra que está no prejuízo.
  • Canais de venda — um canal pode ter custo de aquisição ou taxa alta o suficiente para reduzir bastante a rentabilidade real.

Por que “vender mais” nem sempre significa “lucrar mais”

Se o crescimento em vendas vem principalmente de produtos, clientes ou canais de menor margem, o resultado final pode não acompanhar — ou até piorar, mesmo com mais faturamento. É por isso que decisões comerciais (o que priorizar vender, para quem, por qual canal) deveriam sempre considerar a rentabilidade, não só o volume.

O primeiro passo para enxergar isso

Antes de qualquer decisão, é preciso ter a informação organizada por produto/cliente/contrato — não apenas o resultado consolidado da empresa. Esse é justamente o trabalho de estruturação que antecede uma boa análise de rentabilidade.

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Washington Oliveira
Conteúdo revisado por

Washington Oliveira

Fundador e Consultor Financeiro Empresarial da Medzo Consultoria Financeira

Mais de 20 anos de experiência profissional em gestão financeira e empresarial, com passagens por empresas como Indústrias Peixe, Sandoz e Johnson & Johnson. Esteve 12 anos à frente da gestão da HCR Restaurantes, rede com nove unidades. Há 19 anos, aplica essa experiência para ajudar pequenas e médias empresas a transformar números em decisões.

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